Terapias para ansiedade

terapias para a ansiedade

A Psicoterapia é fundamental no tratamento da Ansiedade. Neste artigo falamos das terapias para ansiedade disponíveis actualmente.

Dos tipos de Psicoterapia disponíveis, a terapia cognitivo-comportamental é uma das mais eficazes para a ansiedade.

Mas antes de abordarmos mais a fundo o papel da Psicoterapia, falemos um pouco sobre ansiedade.

Todos nós sentimos ansiedade de vez em quando. Existem situações que desencadeiam muitas vezes sentimentos de ansiedade, tais como cumprir prazos apertados ou obrigações sociais importantes.

Esta ansiedade leve pode ajudar a mantê-lo alerta e focado para lidar com situações ameaçadoras ou difíceis.

Pessoas que sentem medo extremo e preocupação persistente podem estar a passar por perturbações de ansiedade.

A frequência e intensidade deste tipo de ansiedade é muitas vezes debilitante e interfere nas atividades diárias.

No entanto, com tratamento adequado e eficaz, as pessoas que sofrem de perturbações de ansiedade podem ter uma vida normal.

A psicoterapia é uma ferramenta que pode ajudar a superar a perturbação de stress pós-traumático e outros problemas de ansiedade.

Quais são as principais doenças ou Perturbações de Ansiedade?

Existem vários tipos de perturbações de ansiedade e cada um deles tem características particulares.

Perturbação de Ansiedade Generalizada

Pessoas com Perturbação de Ansiedade Generalizada têm medos ou preocupações recorrentes, relacionados com áreas como saúde ou finanças, e muitas vezes têm uma sensação constante de que algo de mal acontecerá.

A causa destes sentimentos intensos de ansiedade pode ser difícil de identificar.

No entanto, estes medos e preocupações são muito reais e, muitas vezes, impedem as pessoas de se concentrarem nas suas tarefas diárias.

 Perturbação de pânico

Os ataques de pânico envolvem episódios súbitos e muito intensos de medo e terror avassaladores.

As pessoas que sofrem desta perturbação geralmente sentem muito medo de quando e como o seu próximo ataque de pânico ocorrerá e, como resultado, muitas vezes limitam as suas atividades diárias.

Fobias

As fobias são medos intensos sobre certos acontecimentos ou situações.

As fobias específicas podem incluir situações como estar em contacto com animais ou viajar de avião, enquanto as fobias sociais incluem medo em relação a ambientes sociais ou locais públicos.

 Perturbação obsessivo-compulsivo

A Perturbação Obsessivo-compulsiva é caracterizada por pensamentos ou sentimentos persistentes, indesejados, intrusivos e incontroláveis e/ou rotinas ou rituais que as pessoas realizam para tentar evitar ou libertar-se desses pensamentos.

Exemplos de compulsões comuns incluem lavar as mãos, limpar demasiado a casa por medo de germes ou verificar algo repetidamente.

 Stress pós-traumático

Algumas pessoas que sofreram traumas físicos ou emocionais graves, como um desastre natural, um acidente ou foram vítimas de um crime grave, podem apresentar stress pós-traumático.

Pensamentos, sentimentos e padrões de comportamento são seriamente afetados pela lembrança e pelo reviver destes eventos, às vezes durante meses ou mesmo anos após a experiência traumática.

 Sintomas como medo extremo, falta de ar, taquicardia, insónia, náuseas, tremores e tontura são comuns nestas perturbações de ansiedade.

Embora possam ocorrer a qualquer momento, as perturbações de ansiedade geralmente surgem na adolescência ou no início da idade adulta.

Há algumas evidências de que pode haver uma predisposição genética envolvida nas perturbações de ansiedade.

Aparentemente, os genes, bem como as primeiras experiências de aprendizagem no ambiente familiar, tornam algumas pessoas mais propensas do que outras a sofrer deste tipo de perturbações.

Por que é importante procurar tratamento para estas perturbações?

Caso não sejam tratados, as perturbações de ansiedade podem ter consequências graves.

Por exemplo, em alguns casos, pessoas com ataques de pânico recorrentes evitam a todo o custo sair de casa devido ao medo de desencadear uma crise. 

Este comportamento de evitação pode causar problemas se entrar em conflito com as necessidades do seu trabalho, obrigações familiares ou outras atividades básicas da sua vida diária.

Caso a perturbação de ansiedade não seja tratada, é possível ficar mais propenso a outras perturbações psicológicas, como depressão, além de haver maior probabilidade de abuso de álcool e outras substâncias.

Os relacionamentos com familiares, amigos e colegas de trabalho podem ficar tensos e o seu desempenho no trabalho pode diminuir.

Ansiedade-psiworks

Existem terapias para ansiedade eficazes?

A maioria dos casos das perturbações de ansiedade pode ser tratada com sucesso por profissionais de saúde mental.

A terapia cognitivo-comportamental é uma das terapias para mais eficazes para a ansiedade.

Os psicoterapeutas são habitualmente psicólogos clínicos ou, mais raramente, psiquiatras que se especializaram em Psicoterapia.

A terapia comportamental envolve a utilização de técnicas para reduzir ou interromper os comportamentos indesejados associados a estas perturbações.

Uma destas ferramentas consiste em ensinar aos pacientes técnicas de respiração profunda e relaxamento para neutralizar a agitação e a hiperventilação (respiração rápida e superficial) que acompanham certas perturbações de ansiedade.

Através da terapia cognitiva, os pacientes aprendem a entender como os seus pensamentos contribuem para o início e a manutenção de sintomas, e a modificar esses padrões de pensamento para reduzir a probabilidade de recorrência dos mesmos. 

Aumentar a consciência cognitiva e emocional do paciente é muitas vezes conseguido através de técnicas comportamentais de dessensibilização sistemática que o ajudam a lidar e tolerar gradualmente com situações de medo progressivamente mais intenso num ambiente controlado e seguro.

Em conjunto com a psicoterapia, a medicação adequada e eficaz pode desempenhar um papel importante no tratamento da ansiedade.

Nos casos em que é recomendada medicação, o tratamento dos pacientes pode ser feito por um psicólogo em colaboração com um médico psiquiatra.

 De que forma pode um psicólogo ajudar uma pessoa que sofre de uma perturbação de ansiedade?

Os psicólogos clínicos com especialização em Psicoterapia são qualificados para diagnosticar e tratar perturbações de ansiedade.

A aprendizagem académica e prática que os psicólogos clínicos recebem inclui o conhecimento e a utilização de uma variedade de psicoterapias, incluindo a terapia cognitivo-comportamental.

No tratamento das perturbações de ansiedade, é possível também utilizar métodos diferentes da psicoterapia individual.

A psicoterapia de grupo, geralmente feita com pessoas que não se conhecem umas às outras, mas têm em comum uma perturbação de ansiedade, pode ser uma forma eficaz de terapia nas mãos de um psicoterapeuta experimentado. 

Além disso, pode ser necessária uma intervenção familiar no sentido de ajudar os membros da família a entender a ansiedade e como o seu familiar está a sentir-se, além de poderem aprender novas maneiras de interagir que não agravem a ansiedade deste.

Quanto tempo dura um tratamento psicológico?

Varia de paciente para paciente, mas grande maioria dos pacientes com perturbações de ansiedade pode reduzir ou eliminar os seus sintomas e regressar à vida normal após vários meses de psicoterapia.

É muito importante entender que as terapias para ansiedade não funcionam instantaneamente.

O paciente deve sentir-se confortável desde o início com o tratamento proposto e com o psicólogo com quem está a trabalhar.

A cooperação do paciente é essencial e deve haver uma noção clara de que o paciente e o psicólogo estão a colaborar como uma equipa para tratar a perturbação de ansiedade.

O tratamento médico pode ser um auxiliar poderoso na redução rápida dos sintomas e no reatar da vida profissional o mais rapidamente possível.

Mas é um erro pensar que o tratamento médico substitui a terapia ou vice-versa.

De facto, a terapia é um processo de auto-conhecimento, de aprendizagem e de aquisição de competências extremamente valioso, que o paciente leva consigo parta a vida.

Mas também é um erro pensar que se pode dispensar o tratamento médico.

Por exemplo, na Perturbação Obsessivo-Compulsiva é um erro grave não aconselhar o paciente a iniciar um tratamento médico.

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